Textos categorizados 'Futuro'

O futuro dos super-heróis

Não. O intuito não é debater sobre questões profundas em relação ao futuro dos super-heróis.

O objetivo desse post é mostrar o trabalho muito divertido do cartunista italiano Donald Soffritti, que imaginou como ficariam esses famosos defensores ao chegar na terceira idade.

Um pouco mais acabadinhos do que eu imaginava, mas o fato é que o tempo passa para todos e as consequências da ação do tempo costumam ser marcantes, mesmo.

Veja mais aqui.

A geração dos contadores de histórias

Já reparou nas inúmeras vezes que deixamos de curtir uma bela paisagem pois ficamos tentando enquadrá-la na tela da máquina fotográfica? E quantas vezes descobrimos que algum amigo está viajando depois de ver em diversas redes sociais mais de duzentas atualizações e comentários como “NY é demais!”.

O sucesso do twitter e de tantas outras redes sociais me despertaram uma reflexão que já vinha fazendo há tempos desde o boom das máquinas digitais e celulares com câmeras integradas. Essa reflexão é relacionada à ansiedade das pessoas em relatar tudo o que está acontecendo e até que ponto elas deixam de “aproveitar o momento” ou até mesmo, passam a criar situações para serem registradas.

E foi justamente esse o tema que o estrategista social Renny Gleeson tratou em um vídeo muito divertido do TED – ideas worth spreading. Em seu discurso, ele fala também sobre a atual obrigação de estarmos o tempo todo disponíveis e das diversas manobras que praticamos para checar o celular a todo momento. Nesse ponto, ele destaca o fato de que os celulares nos tornam mais antisociais e cada vez mais distantes até de quem está ao nosso lado.

Em outro determinado momento de seu discurso, ele cita uma frase muito interessante: “Our reality is less interesting than the story that I will tell”. Ou seja, hoje há uma necessidade tão grande de exposição que acabamos nos tornado pequenos contadores de histórias que, para atrair o público, criamos realidades que tendem a ser mais interessantes do que realmente são.

A questão é:  Será que a tendência é que haja cada vez mais essa superexposição e necessidade premente de provarmos quem somos, ou melhor, quem gostariamos de ser? E como diferenciar o real da fantasia diante dessas diversas formas de exposição que nos tornam, em partes, mais próximos e mais distantes?
Renny termina seu discuso com um pedido, que ao meu ver é super pertinente: “Devemos criar tecnologias para fazer as pessoas mais humanas e não menos”.

Qual a sua opinião sobre isso? Comente!

A contrarreforma editorial

O IPad estampou a capa de centenas de revistas pelo mundo todo. E não poderia ser diferente. Tem sido assim com todos lançamentos da Apple nos últimos anos. Apesar de não ser o primeiro tablet e nem mesmo o primeiro reader, o IPad veio para oferecer aos usuários conteúdos digitais de uma maneira mais sofisticada, simples, apple-like. Enquanto alguns mais exaltados batiam no peito, dizendo que o IPad seria uma ameaça mortal aos livros e revistas impressas, os mais sóbrios alertavam que a coisa não seria bem assim.

Novas mídias não são simplesmente criadas para acabar com as que já existem. Elas são desenvolvidas para oferecer uma maneira diferente de se consumir conteúdos e informações. Muitos acreditam que as pessoas de todas as idades estão lendo e escrevendo cada vez menos, por conta da web e de todos os dispositivos móveis que carregamos hoje em dia. Um grande equívoco. As pessoas não estão deixando de ler e de escrever. Elas continuam fazendo isso, só que agora de outras maneiras, mais dinâmicas, interativas e rápidas. Vivemos um período mais de adaptação do que transição. Isso quer dizer que se o IPad, Kindle e outros readers e tablets podem comprometer a venda de revistas e livros impressos, eles também podem alavancar as suas vendas em formatos digitais. Mas para isso acontecer as editoras terão que desenvolver versões que sejam tão ou mais atraentes do que as tradicionais.

Não demorou muito para que as revistas americanas se juntassem para responder, com um anúncio muito bem escrito da Young NYC,  essa suposta
“ameaça” oriunda de Cuperino.

Leia abaixo o texto  traduzido do anúncio e veja também o cartoon publicado pelo site sueco “The Pirate Bay”.


Surfamos na internet.

Nadamos nas revistas.

A internet é dinâmica. Revistas são envolventes. A internet te agarra. Revistas te abraçam. A internet é impulsiva. Revistas são imersivas. E ambas as mídias estão crescendo. E diante do estrondoso sucesso da Internet, mal foi percebido o simples fato de que, nos últimos 5 anos, houve um crescimento na leitura de revistas. Mesmo na era da internet, mesmo com as empresas se esforçando para manter as pessoas conectadas e consumindo conteúdos digitais, o apelo das revistas está crescendo.

Pense da seguinte forma: durante os doze anos de vida do Google, a leitura de revistas cresceu 11%.

O que prova, novamente, que as novas mídias não anulam necessariamente outras já existentes. Da mesma forma que os filmes não mataram o rádio. Da mesma forma que a TV não matou os filmes. Um meio já estabelecido pode coontinuar a florecer contanto que continue a oferecer uma experiência única.

A fidelidade e o crescimento das revistas provam que elas continuam fortes.

Isso explica por que as pessoas não deixaram de nadar só porque elas também gostam de surfar.


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